terça-feira, 26 de agosto de 2014

10 ATITUDES PARA EDUCAR SEM PALMADA

Recentemente, o Senado aprovou a chamada Lei da Palmada, projeto que garante o direito da criança e do adolescente de serem cuidados e educados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. Para tanto, a ONG Promundo criou o manual Pelo Fim dos Castigos Físicos e Humilhantes - Manual para sensibilizar pais, mães e cuidadores de crianças. O Manual pode ser acessado em: http://www.radardaprimeirainfancia.org.br/pelo-fim-dos-castigos-fisicos-e-humilhantres/ Confira 10 ações indicadas para o cuidado de crianças na Primeira Infância, da concepção aos a 6 anos de idade: 1. Diálogo entre os cuidadores: conversar com a família e educadores sobre o modo de educar é importante para alinhar os pontos sobre o que deve ser feito em cada situação. E se os adultos discordarem sobre algum ponto, o ideal é que a discussão aconteça na ausência da criança, para que um não tire a autoridade do outro. 2. Cuidado com as palavras: muitas vezes as palavras machucam mais que a agressão física. Então, o cuidado com o que é dito é primordial. Lembre-se: educação precisa partir primeiro do educador, por isso palavras como "obrigada", "com licença", "desculpe", "por favor", entre outras devem fazer parte do vocabulário do adulto e da criança. 3. Respirar fundo: esse exercício é ótimo tanto para os cuidadores quanto para acalmar as crianças. Quando os pequenos estiverem agitados, coloque-os em posição confortável, mantenha o contato físico e visual, ajude-os a respirar devagar e fundo até acalmarem. 4. Conversar com a criança: pode parecer banal, mas tem grandes efeitos, pois além de aprender novas palavras, eles vão, aos poucos, entendo como as coisas funcionam. 5. Explicar causa e consequência: os pequenos estão descobrindo o mundo agora e por vezes não sabem as consequências das ações. Para estes momentos, chame a criança para explicar o que pode acontecer, mostre também que ela é importante para você e por isso está alertando sobre o perigo que aquela atitude pode representar. 6. Dar exemplo: o modo de agir das pessoas ao redor das crianças é uma das principais fontes de aprendizado. Por isso, é necessário ficar atento com o comportamento dos adultos. 7. Pergunte: se a criança agir de maneira não desejada, questione - com voz calma e baixa - por qual motivo a criança reagiu dessa forma. Não a pressione se ela não responder de maneira clara, pois expressar os sentimentos com palavras pode ser difícil. 8. Mostre o comportamento esperado: sempre diga, de forma clara, como a criança deveria reagir e responder. Por exemplo, se ela não gostou do sabor da comida e cuspiu, explique que neste caso, ela deve usar o guardanapo e dizer que não gosta do item em questão. Reapresentar o mesmo alimento, mas preparado de maneira diferente pode ser uma solução para manter a alimentação saudável. 9. Reforço positivo: brigar e criticar as más atitudes das crianças nem sempre funcionam e quase sempre as deixam mais tristes. Por outro lado, o reforço positivo se mostra mais eficaz. Então, valorize as boas ações com elogios. 10. Interaja: responder ao olhar e aos questionamentos dos pequenos é tão importante quanto dar carinho, beijos e abraços. A troca de sorrisos, risadas e os incentivos são extremamente valiosos para eles. Por Vila Mulher

terça-feira, 9 de março de 2010

Alimentos que podem ser perigosos para seu filho

Conforme seu filho vai crescendo, passa a querer experimentar a comida dos adultos, e você faz muito bem de aproveitar essa curiosidade e variar ao máximo a alimentação dele. Mas é preciso ficar de olho em certos alimentos inadequados, pelo potencial de engasgos.

O que não dar ao seu filho de 1 a 2 anos

Leite desnatado, tipo C ou light
A maioria das crianças dessa idade precisa das calorias e da gordura presentes no leite integral (tipo A ou B) para crescer. Até a gordura é saudável, pois existem vitaminas que são lipossolúveis, ou seja, precisam da gordura para ser absorvidas. Depois que a criança fizer 2 anos, dependendo da situação, o pediatra pode orientar a adoção de um leite semidesnatado.

Alimentos com risco de engasgo

- Comida em pedaços grandes: Pique tudo bem pequeno antes de dar à criança. Na salada, pique ou rale a cenoura, beterraba ou erva-doce, ou então cozinhe primeiro. Frutas pequenas como uvas devem ser cortadas em quatro, assim como tomates-cereja. Todos os tipos de carne e queijo devem ser picados em pedaços miúdos.

- Alimentos pequenos e duros (balas, todo tipo de castanha, passas secas). Cuidado com pirulitos, pois a bala pode se soltar do palito de repente.

- Alimentos moles e grudentos: Chicletes, balas moles e doces como o brigadeiro podem ficar presos na garganta, e são ainda mais difíceis de ser retirados. Evite chicletes e balas, e, se for dar docinhos, ensine a criança a mordê-los, em vez de enfiar tudo na boca de uma só vez. Creme de amendoim e doce de leite muito espessos também grudam na garganta: só dê ao seu filho passado em pães ou bolacha, numa camada fina, e nunca na colher.

- O risco de engasgo aumenta se a criança resolver correr, pular ou brincar quando estiver comendo. Um susto também pode ser perigoso. Por isso o ideal é que ela coma num ambiente tranquilo, sempre sob a supervisão de um adulto.

- Comer no carro: Evite deixar seu filho se alimentar dentro do veículo, pois será mais difícil tomar conta dele.

O que não dar ao seu filho de 2 a 3 anos


Alimentos com risco de engasgo

Embora a criança esteja comendo cada vez melhor, ainda há risco de ela engasgar. Continue evitando os alimentos citados acima (1 a 2 anos), e tente não deixar seu filho comer fazendo outra atividade ao mesmo tempo, como correr, andar, brincar. Ele pode se distrair e acabar se engasgando.

Depois dos 3 anos, os cuidados devem permanecer, mas ainda é preciso ficar de olho em castanhas, amendoins, balas e pipoca, que podem bloquear a respiração da criança caso sejam inalados.

De olho nas alergias


Existe certa polêmica entre os especialistas quanto à estratégia de adiar ao máximo a introdução de alimentos que possam causar reações alérgicas. A recomendação mais tradicional é, no caso de crianças com familiares alérgicos, esperar até 1 ano para dar pela primeira vez alimentos como clara de ovo e frutas vermelhas.

Mas estudos começaram a demonstrar que esse tipo de atitude não evita o surgimento da alergia. De qualquer forma, quanto maior a criança, melhor ela poderá se expressar se estiver sentindo alguma coisa diferente.

Clara de ovo, amendoim, castanhas, frutos do mar e peixes são os alimentos que mais causam alergia, além de leite, trigo e soja. Componentes de alimentos industrializados, como corantes, também podem causar reações alérgicas.

Quando você for dar alguma dessas coisas pela primeira vez ao seu filho, observe-o bem, e não dê muitas novidades ao mesmo tempo, para ficar mais fácil de identificar uma possível reação.

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil